Open Finance: a conexão que ainda não ligamos
A ideia é simples: com a sua autorização, o extrato entra no site e cada gasto aparece também em horas de trabalho. A execução é o oposto de simples — envolve provedor homologado, certificados, prazo de consentimento e responsabilidade sobre dado financeiro alheio. Por isso a funcionalidade está desligada, e esta página existe para explicar o que já foi construído e o que falta.
Situação atual
Desativado: não há provedor homologado configurado neste ambiente. Nenhuma conexão é tentada e nenhum dado bancário é solicitado ou armazenado.
Como seria o consentimento
A interface abaixo é o fluxo real que rodaria — em modo de demonstração enquanto a funcionalidade estiver desligada. Ela mostra quais escopos existem, o prazo e a revogação.
Consentimento
Escolha o que quer compartilhar. Cada item é separado, o prazo é de 3 meses e a revogação vale na hora. Você autoriza dentro do seu banco — este site nunca vê senha, token de acesso ao internet banking ou dados de cartão.
Indisponível neste ambiente — nenhum provedor homologado configurado.
Quando estiver ativo: os dados serão usados apenas para calcular o custo em tempo de trabalho, o cálculo roda no seu dispositivo, e a revogação apaga o que estiver guardado. Nada de venda, compartilhamento ou perfilamento publicitário.
O que isso resolveria
- Ver o mês inteiro em horas de trabalho, sem digitar gasto por gasto.
- Separar por categoria e descobrir o que consome mais tempo de vida, não só mais dinheiro.
- Comparar meses e medir o efeito de uma decisão (trocar de plano, cortar assinatura).
Os riscos, ditos claramente
- Extrato bancário é dado sensível: quem o guarda assume responsabilidade legal e de segurança.
- Consentimento tem prazo e escopo — e precisa ser revogável a qualquer momento, de verdade.
- Qualquer site que peça senha do seu banco é fraude. O Open Finance nunca funciona assim, e este site jamais pedirá.
- Um agregador mal escolhido concentra risco: a homologação pelo Banco Central é o mínimo, não o suficiente.
O que já está no repositório
- Contratos de dados (contas, transações, categorias, períodos e consentimento) tipados.
- Camada de provedor com implementação padrão que recusa qualquer operação.
- Estados de conexão: desconectado, aguardando consentimento, conectado, erro, expirado e revogado.
- Cálculo local do custo temporal do extrato, com testes — roda no dispositivo, não no servidor.
- Feature flag desligada por padrão, sem caminho de código que a contorne.
O que falta para ligar
- Contratar/homologar um provedor (iniciador ou agregador) autorizado pelo Banco Central.
- Registrar a aplicação no diretório de participantes e obter certificados mTLS.
- Implementar o fluxo de consentimento conforme a especificação do Open Finance Brasil, com prazo e escopos.
- Definir base legal, política de retenção e canal de revogação (LGPD, art. 7º e 18).
- Registrar log de auditoria de acesso, com prazo de guarda e responsável.
- Passar por revisão de segurança (armazenamento de tokens, rotação, isolamento de ambiente).
Detalhes técnicos e o checklist de conformidade estão em docs/open-finance.md.
Enquanto isso, dá para ter quase todo o benefício sem entregar dado nenhum: informe seus custos fixos na calculadora de custos fixos e configure o seu perfil em meu tempo. Este site não recomenda investimentos e não substitui orientação financeira profissional.